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NO OUTSIDE, SEM STREP #3
- Nota: O texto é extenso, e necessita dedicação para lê-lo. Aconselha-se ler, para ver o que se passa por trás de muitas "belezas" escondidas dentro do nosso esporte, o Bodyboarding.
Como a ave fênix que renasce das cinzas, o meu terceiro texto foi elaborado com bastante carinho, paciência, horas de insônia, pois aqui eu quero expressar somente o meu melhor, e para absorver isso não e da noite para o dia, tenho que ficar aqui ‘’marolando’’ acontecimentos no esporte e no cotidiano, para finalmente ter idéias boas, porque tudo hoje em dia e abstrato. Está faltando concreto, força de vontade e perseverança, isso realmente antigamente eram grandes virtudes e, hoje em dia virou uma jóia rara. Com um pensamento aguçado e inspirado por uma trilha sonora que me acompanha desde infância, o melhor som dos 8 bits, Ninja Gaiden 2 possui a pedrada overdrive, quem que nunca na fase 2-2 parou de jogar somente para curtir o hardcore pesado dessa trilha sonora, uma mera coincidência pois nesta mesma época o lendário e épico Mike Stewart estava se transformando no Mister Pipeline, isto recordando década de 80, tínhamos o nosso valente guerreiro Xandinho representando a nação, um seleto time feminino também quebrando nas ondas, a mídia retratando todos os fatos, mais retornando aos dias atuais, onde o Bodyboarding no Brasil foi sepultado. Pelos surfistas motivo de risadas, dos atletas aquela desconfiança se realmente tal etapa irá rolar ou será adiada, porque em 2011 já houve alterações no calendário aqui no Rio de Janeiro e, também anunciaram que Noronha seria validada como a primeira etapa do Brasileiro, acabou não acontecendo isso, e todos sabem, so que na mais profunda sinceridade pensem e respondam para si mesmos com franqueza. Um campeonato que foi irado, se viu realmente o verdadeiro Bodyboarding como há muito tempo não se via, toda a produção está de parabéns, alto nível, mais houve detalhes negativos e toda critica e construtiva, foi um campeonato que não teve sequer 6 meses para o atleta desenvolver e correr atrás do dinheiro, porque Noronha é um sonho, uma cobiça, mais que custa caro, nada nessa vida é de graça, ainda mais uma trip para Noronha, mais como no "alto escalão" tem erros que não podemos julgar, quem esta aí, na ventania e com microfone na mão, segurando barraca pro vento não levar embora, por isso eu gostaria desde já deixar bem claro que não quero difamar imagem de ninguém por aqui, sou um cara sujeito homem, sempre dei o meu sangue pelo o esporte, fiz loucuras por ele, cada um tem o retorno que merece, e sou muito agradecido a Deus e o Bodyboarding por tudo.
Após essa introdução,gostaria de agradecer ao Nathan Campos, pois eu idealizei esse projeto, e ele somente me deu o espaço e o combustível necessário para que eu pudesse expor minhas idéias. Chega de rodeios, irei relatar fatos que aconteceram em Niterói - RJ, mais precisadamente sou testemunha ocular e envolvido nos fatos que serao relacionados por minha pessoa. As pessoas confundem suas emoções com o que são relatados nas telas de cinema, não sou o Capitão Nascimento, mais aqui é apenas um conto de uma pessoa anônima, mais um entre a multidão que caminha impacientemente pelas ruas, amarguradas, horas felizes, enfim sentimentos que somente quem tem coração e mente possa sentir.
Tudo começou assim: Eu era aluno da Escolinha de Bodyboarding de Itacoatiara, Dudu Pedra era o meu professor, sempre tive maior amor e respeito por esse cara, ele sabe da minha gratidão, mais infelizmente sempre tem uns irmãos "mentalmente mortos" que gostam apenas de botar lenha no fogo ao em vez de apaziguar, mesmo distante, em Saquarema, meu corpo e mente continuam a dropar ondas no Pampo com os meus verdadeiros amigos, porque a caminhada pode ter diversos caminhos mais o destino e um só, e através deles fiquei sabendo de uns comentários - fofoca não deveria existir, Deus deveria condená-la na bíblia. Mas enfim vou falar, porque essas pessoas quando eu estiver por la vamos debater isso pessoalmente e não adianta correr porque quem me conhece profundamente sabe do meu ritmo, tantos anos de pista e caravanas de norte a sul do pais representando a minha organizada, me ensinaram coisas que nem em Harvard ensina, sou da Igreja mais não sou otário, essa frase e de um grande brother meu e peguei ela emprestada, sempre numa situação parecida com essa eu digo ela, sou da Igreja mas não sou bobo, não sou mané, não sou haole,eu respeito e devo ser respeitado também. Voltando a cena foram ficar jogando palavras aos ventos que eu estava criticando e falando mal do meu próprio mestre, Hyoga enfrentou Camus mestre do seu mestre e o seu próprio mestre posteriormente mais isso e realidade, não e ficção, estamos muito antenados na vida dos outros ao invés de preocuparmos com a nossa, em progredir mais mentalmente do que financeiramente, pois uma coliga com a outra, não adianta ter um milhão e não saber administrar essa quantia, eu apenas abordei que ele como ícone do esporte e idolo de qualquer garoto que esteja começando, poderia projetar a revolução com um preço mais acessível dos seus shapes, nada de mais, todo mundo tem o direito de expressar sua opnião pois convivemos numa democracia e num pais aonde a liberdade de expressão vigora, eu mesmo já comprei uma prancha em suas mãos, na época era mais acessível, eu friso isso porque por exemplo Itacoatiara e conhecida por sua beleza, altas ondas e das pessoas que residem, não tem nenhum jardineiro, mecânico ou empregada domestica morando em frente a praia, quem reside e habitua por la tem money no bolso e, não e pouca não, mas também tem a galera que pega o 38 (itinerário Itaipú - Centro) lotado pra fazer um surf, tem a minha rapaziada, viação camelinho, saindo de todos os cantos da R.O pra fazer uma praiana, essa galera que foi citada também merece ter uma prancha boa e legal, ainda mais do seu ídolo local. Me diga quem tem 600 conto pra desembolsar pra comprar uma bodyboard nova??? Aqui é Brasil, não a gozolandia, então isso me preocupa muito, por que assim como iremos lapidar novos talentos?? As pessoas irão migrar para os outros esportes porque para você obter um bom material, é necessário um investimento de quase mil reais.
O ano era 2007 e neste mesmo ano eu conheci a minha ‘’mae do bodyboarding’’ porque eu tive um pai também nem preciso citar o nome porque todos já sabem,ela se chama Lyse Kitzinger, bodyboarder das antigas que tinha um desejo que eu mais tarde iria participar ativamente, aliás tinha outro também que no decorrer da trama ira ser esclarecido. Lyse e eu começamos uma bela amizade,e eu como novato no esporte,estava pegando onda a apenas 2 anos, infelizmente comecei velho, meu primeiro drope foi com 20 anos, espero que com meu filho quando ele tiver 20 anos, ele tenha surfado em vários picos pelo mundo afora, aprendendo novas culturas, semeando novas amizades, aprendendo novas línguas. Enfim, ela foi um grande espelho e sempre será, ela sabe que tem um lugar especial no meu coração, independente do que houve, não podemos hoje em dia ter a mesma amizade daquela época, mais sempre irei considerá-la, pelo exemplo que foi e sempre será no Bodyboarding, pela sua dignidade, garra e força de vontade, porque ela fez algo inédito e isso perpetuara por décadas, eu creio nisso mais nem tudo dura pra sempre, e como o exemplo citado de Hyoga, tive que prosseguir em frente, mas vamos seguir mais profundamente disto, ela simplesmente elaborou um projeto que fico eternamente agradecido de ter feito parte, pois aprendi bastante nele, são valores que não tem como pagar de tanta alegria e satisfação, ela após muito esboço em papel, conseguiu por em pratica a primeira "Oficina do Bodyboarding" que era um projeto alucinante e bacana, e interagia justamente com quem não tinha oportunidade de conhecer o esporte mais profundamente, aliás com pessoas que nunca tinham sequer ouvido o nome do esporte, que não sabiam também o que era, foi muito legal este detalhe, porque quando agente explica algo que o proximo não sabe, queremos falar da melhor maneira, para que a pessoa compreenda. Enfim fui convidado por ela para ser o seu estagiário, nunca vou esquecer do primeiro dia, quinta-feira, altas ondinhas em Itacoá, fiz um freesurf de fazer a mala, nervoso e com um certo frio na barriga, porque o projeto era o seguinte: Ela iria comandar palestras, onde vídeos seriam exibidos, atletas e pessoas que contribuíram com o esporte para irem dar uma palinha e falaram a respeito do Bodyboarding, teve uma repercussão muito grande porque foram ícones e idolos como meu mestre Dudu Pedra, Hermano Castro, Pex, Santiago Tobar, Akemi Saito, Xandinha, Renata Cavalleiro, Tainan Monte, Ricardo Barbosa, o melhor head judge do mundo Chico Garritano entre outros e claro não podendo esquecer de citar o lendário Kung. Rolou diversas matérias a respeito da Oficina do Bodyboarding nos 4 cantos do pais, pois todos estavam surpreendidos onde rolava o projeto, foi pra mim o fator base para o sucesso, na escola na qual Lyse era professora, eu mesmo depois ficava indagando, imagina se toda escola tivesse um retro-projetor e exibisse o Bodyboarding, nem que fosse na aula de educação física, mais com o bordão "o esporte aquatico mais vitorioso da historia brasileira" ou algo do gênero, me desculpe natação mais se o Bodyboarding fosse um esporte olímpico teríamos uma coleção de medalhas de ouro, bronze e prata!!!! Na escola onde aprendemos português, matemática e outras materias que não gostamos, mais imagina mesmo, sonhe seus sonhos, o Bodyboarding presente numa sala de aula, seria uma utopia? Eu creio que não. Com o decorrer do projeto de muitas glórias, continuei na minha rotina como aluno de Dudu Pedra, agora na IBC - Itacoatiara Bodyboarding Crew. Desfrutava dos tubos do Costão ao Pampo, ela me confidenciou e me questionou o que eu achava a respeito, de dar o proximo passo e estar ali junto com ela, constituindo a defesa da fortaleza, porque muitas vezes concretizamos algo e na verdade foi nada mais do que um castelo de areia, e eu vi que era solido e havia muito amor pelo esporte, então mergulhei de cabeça no novo projeto, sem hesitar se o fundo poderia estar sem água e eu me arrasar, nunca tive medo de nada, sempre fui da linha de frente, com menos ou a mais eu estava la envolvido ate o pescoço, eu disse: "Lyse nem precisa me explicar, estarei contigo sempre"; então ela sentiu a confiança e começou a me explicar, quando ela acabou de pronunciar, eu fiquei radiante de tanta alegria, para uma pessoa que surfava a apenas 2 anos, e que tinha como desejo ser um atleta profissional, viver do Bodyboarding e surfar pelo mundo, já tinha meio caminhado andado, mas infelizmente eu fui mais um que embarcou nessa ilusão de viver do esporte, sobbrevivemos dele, ele gera recursos para que possamos viver mais intensamente sem estar preocupados com façanhas e conquistas materiais, porque você morre mas a prata e o ouro ficam na terra e, sem o perdão e a graça de Jesus Cristo, você pode ser o homem mais rico da terra, mas quando chegar la em cima, o martelo vai bater na mesa num tom que a pessoa não vai gostar, porque ela sempre se achou mais capaz que as outras porque ele tinha tudo e na hora que ele queria... O Elmo Ramos foi o que eu posso dizer, fico emocionado e na sinceridade, não tenho nem palavras, porque uma imagem vale mais do que mil palavras, e baseado nisso, o Elmo é um milhão, ele fez uma obra de arte que jamais ira dissipar-se da terra, vivera em nossas memórias, este documentário retrata fielmente a realidade da sobbrevivencia do Bodyboarding, deveria ser obrigatório em todas as escolas passar este documentário assim como a autobiografia de Malcolm X e nos Estados Unidos, foi através do esporte que eu consegui minha profissão e que faz eu garantir o meu ganha pão diariamente, Lyse tinha projetado uma nova escolinha de Bodyboarding, que no caso seria em Piratininga, uma praia na região oceânica de Niterói e também conhecida por ter sido a primeira praia a ter um Brasileiro de Bodyboarding, a equipe era composta por ela, eu e a atleta profissional Maria Helena, cada um atuando digamos de passagem na sua área, o projeto deu certo, começamos a colher bons frutos, bastante alunos, pessoas sendo inseridas no vício do esporte, a secretária da região nos concedeu um bom patrocínio e incentivando o esporte ao redor, fora a eterna ‘’Kombi do Bodyboarding’’ onde ela pegava e buscava os alunos em casa, fora também as matérias em sites e jornais e, tinhamos também no team, uma galera local de Piratininga, equipe se chama "Impulse", liderada por Henrique Brito, que no decorrer da Oficina do Bodyboarding tinha sido convidado para uma palestra e Lyse o sondou a respeito deles quererem se integrar e assim serem treinados por nós, já que alguns já possuíam aptidão e surf desenvolvido e outros iniciando mais que já demonstravam uma evolução constante, então simplesmente começamos uma nova saga e richa em Niteroi, onde todos acostumados com a rainha Itacoatiara, pois realmente não havia concorrência, a IBC era a única escolinha na cidade, então comecei a ser hostilizado por que estava ajudando Lyse e no caso eu era o único que ia surfar em Itacoatiara e era por sinal aluno de Dudu, fiz a minha opção, jamais abandonei Dudu, ele sabiamente me respondeu o email e disse: "Você sabe o caminho caminho das pedras, corra atrás dos seus sonhos", então prossegui com paz e sabendo que as portas jamais estariam fechadas pra mim, então o projeto dela que por sinal estava dando muito certo, tínhamos concretizado algo inédito ainda no Brasil inteiro, ela além de ser professora, era arbitra do quadro da ABBN, circuito local e de outros circuitos como o mundial em Rio das Ostras, como os atletas da nossa escolinha começaram a colher excelentes resultados, primeiros lugares, botando a galera local nos degraus inferiores digamos assim, começou a rolar, mas infelizmente, uma "disputa", é natural porque todos querem vencer, e semelhante o futebol num Fla x Flu ninguém quer perder, só que como eu disse, não havia adversário, porque quem competia era local de la mesmo, amigos do dia a dia, ai do nada surge uma nova escolinha, num local teoricamente de ondas inferiores, porque falou em Piratininga as pessoas já fazem aquele ar, pra que eu vou cair la se eu tenho Itacoatiara pra mim, e eu acompanhei esse processo todo, não demorou muito após muitas garfadas bisonhas em campeonatos e todos começaram a abrir os olhos e vendo que os nossos alunos estavam sendo prejudicados, derrepente na próxima etapa da ABBN rolou um boicote, Lyse me liga e me diz que não seria mais arbitra do quadro devido a umas "mudanças" por parte da "diretoria", simplesmente para beneficiar os locais, ela ficou muito chateada, porque do quadro francamente era a melhor arbitra sem sombra de dúvidas, e a substituíram por pessoas que nem tinham curso de juiz de nível 1, foi lastimável na história do circuito ABBN tanto respeitado e temido. Porque quando dá previsão de um swell na data de um campeonato, é cada situação, ficou com dor de barriga, febre, enfim so os bons botam a cara, mais mesmo assim a galera continuou representando a escolinha e a praia de Piratininga nos demais circuitos, lembro também quando fomos disputar o estadual no recreio, subimos no pódio em todas as categorias, aquilo foi o marco, mais quando se tem muito vitoria há também muita inveja e cobiça, e o nosso pilar começou a ser desmoralizado no decorrer do tempo, realizamos um campeonato, mesmo sem mídia, conseguimos desenvolver ele com muita maestria, com uma premiação razoável, mas tinha onda boa por sinal, era o que importava, e o pessoal de Itacoatiara, alguns amigos meus foram competir, outros pra ver qual era da parada, lembro que foi no domingo, eu estava em Saquarema, peguei o primeiro ônibus de domingo e fui voando pra Piratininga, quando cheguei la apenas acabei de ajudar na montagem da lona e finalizar outros detalhes, mas foi uma vibbe indescritível, porque estava ventando muito forte,e a lona toda hora ameaçava voar, uma hora ela foi mas seguramos a encrenca por um bom tempo, foi muito bacana, então apartir daí que o cavalo de tróia entra em cena, após realizar o campeonato, tínhamos verba para almejar novos planos e estavamos finalizando um outro projeto, já estava no papel, tudo certinho e esquematizado, a OBP - Organização dos Bodyboarders de Piratininga", na qual Lyse era a presidente, eu Vice Presidente junto com Maria Helena e os rapazes da "Impulse" designados a outros cargos, então ela tinha posto no cargo de tesoureiro um garoto de apenas 16 anos, o que acontenceu? Simplesmente a quantia que não preciso dizer quanto era, foi "apreendida" pela equipe "Impulse" e eles alegavam que o dinheiro era de pertence deles, porque a praia era deles, eles que organizaram o campeonato, eles que eram a equipe que representava a escolinha nos campeonatos, enfim deu uma bela confusão e eu estava la envolvido no meio dessa trama, não conseguimos resgatar o dinheiro, Maria Helena saiu do projeto, ficou no front apenas eu e Lyse, me recordo bem dela chorando e dizendo que Henrique Brito e CIA tinham imposto que a nossa school deveria ser transferida para o inicio de Piratininga, aonde as ondas eram horríveis, ficamos sem recursos, mas a força de vontade e sonhos a serem concretizados falou mais alto, demos a volta por cima, isso aconteceu logo no período de férias para o azar deles, conseguimos recrutar alunos, tem fotos da escolinha que deve ter no mínimo uns 20 alunos, foi bacana esse período, somente nós, continuávamos a traçar os planos, eu estava ali sempre na contenção, entrou uma garotada de São Gonçalo que eu logo comecei a interagir com eles, então fazíamos o esquema, como eram 2 conduçoes para irem para Piratininga e duas conduções para retornarem pra casa, eles saiam mais cedo de São Gonçalo e iam pra minha casa, então compartilhei uma experiência responsa mais que no futuro iria me render dor de cabeça, mas tiro as sortes e revés da vida como aprendizado, enfim a galera se reunia la em casa, almoçava comigo, o que eu tinha na dispensa era a comida de todos, se eu tinha uma peça de alcatra na geladeira, era o bife de geral, sempre compartilhei tudo, nunca pensei que nem esnobe que oferece acém pros outros e guarda pra si próprio a carne nobre, e depois assistíamos vídeos de bodyboarding, e aguardavamos a "Kombi do Bodyboarding" passar no colégio Itapuca aonde era o ponto na qual ela nos buscava, voltamos a dar aula no final de Piratininga,aonde as ondas eram melhores e como visibilidade de escolinha era melhor pois era mais freqüentado por quem ia para a praia, assim consequentemente uma mãe que estava na praia com a amiga, via o nosso projeto e logo ia sondar a respeito e rapidamente botava o seu filho na nossa turma, só que começou a rolar uns processos na qual eu não estava de acordo, mas guardava pra mim mesmo e deixava quieto, só que tem horas que começava a me amargurar, o que aconteceu? A "Kombi do Bodyboarding" começou a ficar que nem carro antigo, andava dias sim e dias não, então quem vinha de São Gonçalo começou a ficar de "pista" porque como todos iam pra minha casa e ficavam sem o dinheiro de pagar mais uma passagem e chegar na praia, porque era uma galera humilde, onde todo mundo andava com o dinheiro contado, e começamos a nos sentir hostilizados porque a Lyse sempre passava de carro e nunca concedia uma carona, então eu observei que isso começava a mexer na garotada, até que um certo dia, após andarmos a pe uma hora e pouco,eu cheguei la atordoado e com muita raiva, falei assim pra ela: "Já que este é o tratamento que você me da, logo pra mim, que nunca te abandonei, estou contigo desde o inicio, fiz o meu sacrifício, mal freqüento Itacoatiara, me dediquei o tempo inteiro neste projeto, estou aqui todo ralado, porque fico dando aula pra iniciante,e voce de salto alto e roupa de grife na areia e nunca entra na água, está aqui o fim de nossa sociedade, porque eu nunca fui remunerado, e aliás sempre tive orgulho e amor em ensinar o Bodyboarding e isso não tem dinheiro no mundo que pague", peguei as lycras da minha mochila, virei o saco e deixei cada uma cair na areia, parecia ate cena de filme, todos olhando com olhares perplexos, virei as costas, e falei: "Rapaziada de San Gonça, vamos surfar", e surfamos ela ficou em choque, não gostaria de ter feito aquilo, mas o orgulho falou mais alto, ninguém e marionete de ninguém, eu sempre fortaleci, e eu também estava passando um momento delicado na minha vida, pois mal tinha acabado de sepultar o meu melhor amigo, pessoa na qual introduziu o Bodyboarding na minha vida e nunca deixou a peteca cair, sabia legal segurar os B.O sempre me incentivando e botando o meu astral nas estrelas, como ela também não tinha me dado o devido tratamento a situação, eu já estava com o psicologico a 2.000 volts, então voltei pra escolinha de Dudu Pedra, feliz e tirando minha armagura no peito e satisfeito porque tinha contribuído com o projeto da melhor maneira possível, e contente em poder desfrutar de Itacoatiara, como sempre fui sonhador e isto que me mantem vivo, eu olhei ao meu redor e vi aquela garotada de São Gonçalo sem um professor, pois todos foram meus aliados na saída da escolinha devido a exclusão que estava havendo, fora outros alunos que também faziam parte da escolinha, me animaram e incentivaram a eu mesmo ser o professor como era antigamente, e o legal na história, o dinheiro da mensalidade ia pro meu bolso, eu não iria precisar dividi-lo com ninguém, então fiz uma doideira muito doida mesma, minha casa posteriomente já tinha recebido atletas do Ceara, Espírito Santo e outros lugares, virou o albuergue do Bodyboarding, a rapaziada ia sexta feira pra minha casa, surfávamos sábado e domingo de manha e eles iam embora, de vez em quando eu dava uma baquiada em Piratininga no meio da semana pra ver como estavam as coisas, e eu senti prazer em ver quem tinha me substituído nada mais e nada menos que o Henrique Brito, pessoa na qual liderou os garotos a constituírem a tese de que o dinheiro era deles e não da escolinha em si, e pensei: "Como o mundo da voltas, um dia o cara te rouba, no outro volta a ser o seu amigo", por isso que pessoas como o Sargento Elias do Platoon morrem e pessoas como o Sargento Barnes continuam vivos e pisando na cabeça das pessoas, nesta vida, realmente ser um cara responsa, é uma utopia, porque haverá sempre alguém pra testar sua Fé e ninguem aqui e Jó. Depois de contemplar a cena, fui surfar em Itacoatiara, e continuei nesse projeto por um longo período, até um certo final de semana, um haole de Piratininga, veio intervir na minha aula, eu estava tranquilamente passando os procedimentos para meus alunos, e o fulano me aparece no calçadão fazendo gestos obscenos e xingando, o sangue já começou a ferver, os tempos de organizada começaram a florar na minha mente, mais eu tinha que ter postura, afinal estava com adolescentes, se eu perder a cabeça, quem sairia perdendo na situaçao seria eu. Enfim, deixei passar e ele continou a me desmoralizar, ai ele foi embora, e quinze minutos depois retornar com meia dúzia de gatos pingados de Piratininga querendo arranjar tumulto, eu já falei: "É melhor vocês irem embora porque ninguém aqui quer ver uma maquina de guerra em ação, posso estar enferrujado mais um tigre velho mesmo banguela ainda causa horrores para suas presas", e apenas com olhar eles viram que minha paciência estava acabando e que poderia se tornar uma situação delicada eles entenderam o recado e sairam fora, o mais engraçado depois que eu trombei com este mesmo individuo umas duas semanas após o incidente em Itacoa, ele simplesmente atravessou a rua sozinho e, cadê o "Rocky Balboa" ??? Meus alunos ficaram "nossa o Vinicius é um herói, não teme o perigo", exclamavam assim, e eu disse que tinha apreendido com muitos lideres que não devemos temer o oponente, sempre flertei com o Socialismo e Comunismo, sei que os lideres de alguns países governaram com mãos de ferro, outros nos ensinaram que a vitória vem através de persistência, quem que não se lembra do Vietnã?? Mandaram os yankees to home, mais nunca fui absorvido nesse Capitalismo e globalizaçao aonde quem tem uma VS de 800 reais e o melhor Bodyboarder, tem muita gente que tem uma BZ Diamond e manda ARS de olhos fechados. Passada a tal turbulência, enfrentei outras, uma na qual me deixou muito triste e chateado, porque infelizmente alguns alunos meus estavam roubando pertences de minha casa, como minhas roupas de bodyboarding, CDs entre outras coisas, mas mesmo assim tirei as laranjas podres do saco e continue a dar aula, agora com poucos alunos mais prosseguindo em frente, depois dessa atitude ruim por parte da "Impulse", eles pra mim se redimiram quando começaram a realizar bons campeonatos em Piratininga ainda com a Lyse, depois ela saiu e não sei por quais motivos, eles continuaram a trabalhar independentes e seus atletas competindo os circuitos, deram uma força no inicio da Void Rider, começaram a filmar campeonatos e produzirem vídeos de campeonatos com excelente qualidade, até certo ponto foram descriminados também porque no banner da ABBN sempre so constava a logo da PRONE e eles também davam uma moral, mereciam também ter sua logo tipo coligada no banner, depois disso tudo eu cheguei a conversar inúmeras vezes com o Henrique Brito, não tenho magoa nenhuma, cada um faz sua opção ele fez a dele e eu fiz a minha, cada um prosseguir realizando suas ambições, Lyse fiquei um tempo sem ter contato, mais logo que a Fernanda veio residir comigo em Niterói, ela começou a treinar Fernanda e voltamos a manter contato.
Este texto dedico aos meus brothers bodyboarders que desfrutam das ondas do céu o Marquinhos, Bin e ao Arthur "Careca".
VIVA XANDINHO!!!! VIVA ARMANDO GIESTA!!!!!
SEGUE O RITMO. PORQUE O RITMO? O RITMO MUDOU, VIDA LONGA AO BODYBOARDING!!!
Por: Vinicius Viana.
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7 comentários:
INFELIZMENTE TENHO QUE COMENTAR A RESPEITO DESSAS SITUAÇOES,FORA EM QUE EU ESTAVA ALI NO MEIO DESSE TERREMOTO,ENFIM KEEP BODYBOARDING E MUITA PAZ,E PROFISSIONALISMO,QUE ULTIMAMENTE NAO TEM ROLADO NO ESPORTE,UM BANDO DE AMADORES,FAMINTOS POR MIGALHAS,E QUEM SE FERRA E O ATLETA,PQ SEM OS COMPETIDORES NAO HA MIDIA,CAMPEONATOS E ETC...VAMOS PENSAR A RESPEITO DISSO,PODERIA ESTAR SE GANHANDO MUITO,SE VIVENDO DO ESPORTE,GANHANDO UM SALARIO DIGNO,E NAO AI SOBBREVIVENDO,VAMOS SOBBREVIVER SEMPRE,ESSE E O ESPIRITO,MAIS SOBBREVIVER COM DINHEIRO NO BOLSO,CONTAS PAGAS,UMA MERRECA PRA PODER TIRAR UMA ONDA DE LEVE,GARANTIR O FUTURO,E ISSO GALERA,BOA LEITURA E OBRIGADO PELO O CARINHO!
ATENCIOSAMENTE
VINICIUS VIANA
Essa é uma história que eu não conhecia, e que muito valeu estar conhecendo agora.
Sempre via bonito o trabalho da Impulse, entretanto não tinha conhecimento desse vacilo dado por eles.
Mas tá valendo, o importante é se redimir.
Fizeram um grande trabalho de divulgação do esporte, movimentaram muito. Eu acompanhei tudo de perto.
Estão meio parados agora...
Enfim, ótima história.
Parabéns!
realmente Nathan,depois desse vacilo vale ressaltar que se redimiram e todo mundo viu esse processo,so nao sabiam desse antigo,entao como colunista tenho a obrigaçao de repassar tal dados...
CONTAGEM REGRESSIVA PRO CARIOCA!!!
Lamentável atitude da impulse...
caralho que historia, só hoje eu vim ler isso!
é isso ae BODYBOARD FOREVER
Sempre bati de frente mesmo pois quando cheguei pra perto pra somar tentaram me diminuir, por que?
Pra que eles iam querer um cara ali perto que podia melar os planos deles? Eu poderia ter abaixado a cabeça e fechado com a "trupi" mas não meus caros, sempre foi mais forte do que eu essa de querer puxar o bonde, longe de mim querer ou achar que sou melhor que ninguém mas sei do meu potencial e acho que mereço meu espaço ali, e hoje a histária diz isso...ja fiz mais de 20 campeonatos, detalhe grande parte deles sem verbas...isso mesmo sem verbas...eram dois ou três milzinhos ali ou aqui...sabe de quanto foi a verba em espécie da primeira etapa do circuito the box ecologic desse ano? Não sabem pois vou lhes dizer...R$450,00 ehhh cara isso ai...
As empresas pra variar sempre fecham com agente com a premiação, daí pagamos os juízes e a comissão técnica e sua alimentação (não foi quentinha não) com a grana das inscrições!
Então não venham me dizer que é muito difícil fazer as etapas porque dificuldades existem para serem enfrentadas e não para se tornarem argumentos por malandros velhos de guerra!
Só posso crer que a falta de credibilidade e toda essa dificuldade que eles alegam ter ao se tentar fazer um evento está associada a incompetência de anos anteriores....
Na boa seja sincero ao fazer essa análise;
Se você fosse um empresário de fora do ramo do bodyboard aqui no Brasil, e lhe procurassem para patrocinar um evento, você patrocinaria? Se levasse em conta o circuito dos anos anteriores?
Eu não patrocinaria assim como a nenhum atleta, pois perguntaria pra ele: " Qual é o calendário de competições para esse ano?"
O que se vê a muito tempo no cenário do bodyboard brasileiro é gente com realmente muita força de vontade e dedicação, mas para que?
Pra realizar grandes eventos? Para isso basta se enfiar dentro de uma prefeitura, lamber o saco de um grupo político que em menos de um mês ele dará um jeito de liberar uma boa verba para realizar tal evento (vale lembrar que ele, e todos os envolvidos levam uma "beiradinha" nisso...e não vem dizer que não pois é assim em tudo nesse país, e no bodyboard também pois ja tentaram me subornar) e ao conseguirem tal verba realizam o evento e saem por ai "arrotando" que são os caras!
Gente vamos acordar...a quantos anos essa turma tá no poder e o que vemos?! Etapas soltas sem previsão de calendário...panelas e mais panelas de pessoas que nunca ou mal pegaram ondas na vida em cima dos palanques enchendo seus bolsos a nossas custas!
Nosso esporte é mais vitorioso que o surf em nível internacional e não vem dizer que isso se deve ao circuito brasileiro pois os grandes nem correm etapas por aqui, e quando correm estão "correndo atrás" da grana oferecida sim pois um atleta profissional não tem como viver de patrocínio num país onde o circuito nacional não existe!
Saibam, e se não levarem fé procurem confirmar, cada etapa do circuito brasileiro só acontece depois da grana depositada na conta da entidade organizadora com um mês de antecedência, e falo de mínimos em torno de R$40,000 ... R$ 70.000!
De boa as etapas são belas...mas porra pra onde vão os muitos mils arrecadados nas inscrições?! O campeonato já estava todo pago caramba, Búzios teve cerca de 170 atletas se não me engano e as inscrições eram em torno de R$ 100,00 façam suas contas!
Não há transparência nas administrações, ninguém sabe de nada, não há estatuto, quem é o vice presidente, e o tesoureiro? Que fim levou o conselho formado por Tâmega, Neymara e outros atletas da vanguarda?!
O que posso dizer pra vocês é que sou bodyboarder a 17 anos, e numa determinada época da minha vida, lá por 1997 comecei a fazer com um amigo surfista aqui em minha cidade, Campos dos Goytacazes campeonatos e desde então os problemas começaram, pois sou tido por aqui e por muitos de fora que não nos conhecem como o cara que quer bater de frente, e podem ter certeza que bato mesmo de frente, como dizia B Negão: "se não se enquadra no padrão de gente, teolham diferente,beneficentes querem apagar a sua mente,por isso segura na pressão meu irmão,peidou na hora errada cumpadi não tem perdão,sou soldado do funk por isso não se espante quando eu der meu sangue por alguma coisa que eu leve fé...
Foram muitas tempestades,mais eu ainda tô de pé,como água mole pedra dura,minha verbe te perfura,e sua barreira se dissolve vira poeira,diluída no ar..."
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